segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Uma perda para o Fisiculturismo



Morre neste sábado (23/11), o maior nome da cultura física do mundo da era moderna. Aos 93 anos, Joe Weider foi o criador de uma metodologia de treinamento com pesos chamado na época de halterofilismo e hoje popularmente conhecido como musculação. 

Weider construiu um patrimônio de incalculável valor, franquias de academias, revistas como a famosa FLEX, MUSCLE AND FITNESS entre outras. 


Sempre presente no maior campeonato de fisiculturismo do mundo o Mr. Olimpia, do qual ele criou, era uma pessoa amável e carismática, segundo palavras de seu maior pupilo: Arnold Schwarzeneger. Weider iniciou a prática de musculação ainda na adolescência, para intimidar os brigões do bairro em que morava (no Canada), pois este, era repleto de marginais.


Uma perda para o esporte mundial.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Educação Física Escolar: uma nova realidade

Existe uma lacuna, na Educação Física escolar, a ser preenchida quando se refere a promoção da saúde. Se recorrermos à literatura científica no âmbito dos exercícios físicos constataremos que há uma unanimidade no que se alude aos benefícios à saúde. O produto atual desta literatura vem demonstrando um problema não mais de instituições escolares e sim de SAÚDE PÚBLICA.


Eu não vou citar os benefícios da prática de exercícios para não causar redundância, já que temos, em nosso favor, as mídias escritas, televisivas e virtuais para nos informar. Acesse a matéria: A Importância de Praticar Exercícios Físicos para obter maiores informações. 

Como é fato a melhoria da qualidade de vida através dos exercícios físicos, poderia-se no Brasil, incorporar o conceito de atividade física relacionado à saúde nas diretrizes curriculares nacionais, pois, países de primeiro mundo vêm agregando esses valores desde a década de 80. 
O segmento da atividade física relacionada à saúde tem como objetivo desenvolver o hábito de realizar exercícios físicos por toda a vida, contribuindo na qualidade de vida e saúde de uma dada a população (Cobin; Fox, 1986 citados por Ferreira, 2001).

Infelizmente, em nosso país, trabalha-se a Educação Física escolar com o mesmo assunto do 6° ano do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio (Ferreira, 2001).
Quando criança, em idade escolar, praticava as aulas de Educação Física com muito prazer, mas na adolescência, me questionava se aquela aula traria algum benefício à saúde de quem praticava, porque muitas vezes não tínhamos escolhas e éramos obrigados a jogar futebol ou voleibol. Daí, optava por fazer escolinha de basquete e pedia dispensa das aulas de Educação Física na escola. Evasão de muitos alunos!

Segundo Ferreira (2001), uma linha de pensamento que proporcionasse aos jovens a praticar uma modalidade esportiva regularmente, com imprescindível saber, seria realizar tal movimento com segurança e eficácia. Para isso, as aulas de Educação Física seriam a fonte de conhecimento fundamentais, abrangendo assuntos de outras áreas como biomecânica, fisiologia, nutrição e anatomia, ajudando a construir toda a bagagem necessária para uma vida saudável. Com uma base formada por esses conhecimentos, o jovem aluno teria uma melhor compreensão da modalidade de exercício que pratica ou deseja praticar, visto que todo o conhecimento adquirido foi exposto em sala de aula e discutido entre seus colegas, tendo como mediador o Professor de Educação Física, resultando em longo prazo, uma maior autonomia para realização de exercícios físicos.

Isso não é uma utopia, é uma realidade que está conquistando espaço em todo o mundo e que no Brasil, está longe de ser um fato, com raras exceções, é claro.

Até a próxima!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Emagrecer com a família

A importância da família no apoio a mudanças de hábitos alimentares e atividade física.

Você já deve ter ouvido algum amigo (a) ou até você mesmo dizer: vou começar uma dieta para perder uns quilinhos. Ou, na segunda-feira vou começar a caminhar (entrar numa academia) mas, quando você dar por visto, essa pessoa nem se quer mexeu-se para cumprir a promessa.

Várias promessas como estas são feitas todos os dias, talvez uma forma da mente humana se enganar naquele momento, resultado disso é que o indivíduo nem emagrece ou nem sai do sedentarismo.

De que adianta resolver modificar seus hábitos alimentares se todos em sua casa não irão fazer o mesmo?! Com exercícios físicos pode até acontecer de apenas uma pessoa da família ser fisicamente ativo mas, mudar a forma de pensar sobre alimentação, não é fácil!

Para se ter maior chance de sucesso na modificação para hábitos saudáveis é necessário que a família também mude seus hábitos! Principalmente quando a criança percebe que sua refeição não é a mesma de seus parentes sentados à mesa. Ainda por cima ouvir: "é para o seu bem, você precisa emagrecer!" E, ouvir isso por alguém que também precisa emagrecer é no mínimo incoerente!

Sei que não é tarefa fácil, mais todos têm que se esforçar para mudar. Uma certa vez ouvi de uma cliente: "minha sobrinha está muito gorda e ela tem apenas 14 anos de idade, só que ela perdeu o pai muito cedo. Ela tem o direito de comer o que quiser...". Claro que NÃO! Passar a mão na cabeça, como forma de aconchego psicológico, não irá resolver nada. Neste caso, é preciso tratamento com apoio de um Psicólogo.

Não devemos buscar prazer na comida para ocultar frustrações, precisamos adquirir a consciência de que comemos com a intenção de está nutrindo nosso organismo da melhor forma possível, selecionando o tipo de alimento para o momento ideal.

Mudanças de hábitos de forma radical não tem durabilidade, o ideal seria "desmamar", ou seja, comer cada vez menos alimentos engordativos para irmos cultivando hábitos saudáveis por uma vida toda. Isso vale para toda a família!

Dê um passo a frente: inicie com frutas no desejum na primeira semana, na semana seguinte substitua a fritura por grelhados e inicie uma caminhada, por exemplo. E que todos possam acompanhar as mudanças de forma saudável, isto é, apoiando uns aos outros e motivando para novas substituições. A presença de um profissional específico da alimentação e/ou exercício agrega compromissos com todos os envolvidos.

Estudos recentes discutem a importância do papel das mães e das famílias como sendo fundamental para o sucesso no tratamento da obesidade de crianças e jovens, considerando que nesta faixa etária os indivíduos são dependentes de seus pais ou responsáveis. As crianças estão subordinadas às condições da família (Camargo e colaboradores, 2013).

Para Novaes e colaboradores citado por Camargo e seus colaboradores (2013), a mudança de hábito dos pais, principalmente das mães (e isto se relaciona aos hábitos alimentares da família) influencia a formação e permanência da obesidade nas crianças. Novaes, estima que a redução de peso da mãe, melhora o comportamento alimentar e repercute na prática nutricional das crianças.

Então, que tal iniciar um novo hábito?!
  • Passe a comer mais alimentos integrais como grãos e massas, pois estes contêm uma quantidade maior de fibras, dando o efeito de maior saciedade.
  • Dê maior prioridade ao exercício: caminhe, pratique natação, boxe ou entre numa academia. Procure um Profissional de Educação Física.
  • Inicie um novo hábito saudável para VOCÊ, e não para satisfazer a vontade dos outros!

    Seja feliz!

Até a próxima!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Arbitragem no Fisiculturismo

Todo atleta deseja alcançar o lugar mais alto do pódio, em todas as competições que participa, seja em seu estado, em sua região, em seu país ou no mundo.

Não existe outra forma de alcançar o sucesso internacional se não por essa hierarquia de conquistas, desde que sua federação siga os trâmites regulares das regras mundiais que regem as federações e comitês em todo mundo.

No âmbito do fisiculturismo não é diferente, para que o atleta participe de uma competição é necessário ser filiado a uma federação de seu estado. Caso isso não ocorra, o atleta fica impedido de participar de qualquer campeonato em nível de território nacional.

No mês de junho deste ano, houve em Recife o campeonato pernambucano de musculação e no mesmo mês ocorreu aqui na cidade o campeonato Norte-Nordeste, com presença de atletas de toda a região que o evento abrange.

Este último, ocorreu num belíssimo teatro da cidade, com público cativo marcando presença e atletas com altíssimo nível. Os campeões de cada categoria aguardavam ansiosamente a grande final, chamada de OVER ALL.

Over All é a disputa de todos os campeões de suas respectivas categorias, consagrando o atleta campeão dos campeões. A "nata" dos atletas das regiões Norte e Nordeste. Uma disputa acirrada, de difícil julgamento, físicos "paralelos" (semelhantes) onde cada detalhe de um critério a ser avaliado, pode fazer a diferença. Realmente emocionante!

Eu como estava presente como um dos árbitros de Pernambuco, e sabendo da responsabilidade de não cometer alguma injustiça com qualquer atleta, fiz o melhor, julguei critério por critério com a imparcialidade de um profissional, para que no final estivesse com a consciência limpa e de dever cumprido.

Mas, o que percebi, com a divulgação do resultado desta categoria, foi a falta de critérios de todos os outros árbitros presentes na mesa. Cada um, pôs o atleta de sua região como vencedor. Exemplo: o árbitro da Bahia escolheu o atleta baiano, de Sergipe escolheu o de Sergipe e assim sucessivamente.

Então, houve um empate entre o atleta de Pernambuco e da Bahia. Ambos no auge de suas formas físicas. E para desempatar (apenas um se consagra campeão Over All, levando o grande prêmio, uma moto), houve um novo julgamento, apenas com os dois finalistas.

Neste momento, o publico fervia de emoção, com gritos de já ganhou, outros falando esse troféu é teu fulano

Com imparcialidade, discernimento e competência, julguei o atleta da Bahia como sendo mais completo e que naquele momento, este atleta merecia o prêmio de campeão dos campeões.

Agora, inocentemente, por sorte ou azar, o meu voto (julgamento) foi o voto de Minerva, ou seja, a disputa continuou empatada na apuração dos votos, e MEU VOTO foi que decidiu o campeão. O que não agradou, nem um pouco a delegação de dirigentes de Pernambuco. Enquanto o atleta campeão ainda comemorava sua conquista, o presidente da Federação de Pernambuco dirigiu-se a mim e falou: em quem você votou? (essa pergunta foi suficiente para desencadear na feição da delegação local uma cara de reprovação), posteriormente me ligou e disse em outras palavras que eu não era patriota!

Fiquei sem entender!!! Pois, até onde eu sei, toda minha preparação como árbitro, deveria aquilatar o melhor com total isonomia.

Desde então, não mais participarei das competições de fisiculturismo, pois, apesar de não ganhar nada para esta função, fazia por amor, até porque sou Profissional de Educação Física e a base de meus treinamentos sempre foi a musculação, a qual me dedico desde quinze anos de idade. Passar todos esses anos treinando e trabalhando com musculação e não conhecer o seu lado de competições, é a mesma coisa de ser professor de natação e não entender de sua competição.

Agradeço a oportunidade de participar (desde 2005) como árbitro de uma Federação histórica, onde seu dirigente é uma personalidade muito respeitada e citada por fazer parte do pioneirismo do esporte no Brasil. Acredito que haja outros interesses acima de profissionalismo e neutralidade, no qual, não me enquadro.

Até a próxima!