terça-feira, 1 de outubro de 2013

Emagrecer com a família

A importância da família no apoio a mudanças de hábitos alimentares e atividade física.

Você já deve ter ouvido algum amigo (a) ou até você mesmo dizer: vou começar uma dieta para perder uns quilinhos. Ou, na segunda-feira vou começar a caminhar (entrar numa academia) mas, quando você dar por visto, essa pessoa nem se quer mexeu-se para cumprir a promessa.

Várias promessas como estas são feitas todos os dias, talvez uma forma da mente humana se enganar naquele momento, resultado disso é que o indivíduo nem emagrece ou nem sai do sedentarismo.

De que adianta resolver modificar seus hábitos alimentares se todos em sua casa não irão fazer o mesmo?! Com exercícios físicos pode até acontecer de apenas uma pessoa da família ser fisicamente ativo mas, mudar a forma de pensar sobre alimentação, não é fácil!

Para se ter maior chance de sucesso na modificação para hábitos saudáveis é necessário que a família também mude seus hábitos! Principalmente quando a criança percebe que sua refeição não é a mesma de seus parentes sentados à mesa. Ainda por cima ouvir: "é para o seu bem, você precisa emagrecer!" E, ouvir isso por alguém que também precisa emagrecer é no mínimo incoerente!

Sei que não é tarefa fácil, mais todos têm que se esforçar para mudar. Uma certa vez ouvi de uma cliente: "minha sobrinha está muito gorda e ela tem apenas 14 anos de idade, só que ela perdeu o pai muito cedo. Ela tem o direito de comer o que quiser...". Claro que NÃO! Passar a mão na cabeça, como forma de aconchego psicológico, não irá resolver nada. Neste caso, é preciso tratamento com apoio de um Psicólogo.

Não devemos buscar prazer na comida para ocultar frustrações, precisamos adquirir a consciência de que comemos com a intenção de está nutrindo nosso organismo da melhor forma possível, selecionando o tipo de alimento para o momento ideal.

Mudanças de hábitos de forma radical não tem durabilidade, o ideal seria "desmamar", ou seja, comer cada vez menos alimentos engordativos para irmos cultivando hábitos saudáveis por uma vida toda. Isso vale para toda a família!

Dê um passo a frente: inicie com frutas no desejum na primeira semana, na semana seguinte substitua a fritura por grelhados e inicie uma caminhada, por exemplo. E que todos possam acompanhar as mudanças de forma saudável, isto é, apoiando uns aos outros e motivando para novas substituições. A presença de um profissional específico da alimentação e/ou exercício agrega compromissos com todos os envolvidos.

Estudos recentes discutem a importância do papel das mães e das famílias como sendo fundamental para o sucesso no tratamento da obesidade de crianças e jovens, considerando que nesta faixa etária os indivíduos são dependentes de seus pais ou responsáveis. As crianças estão subordinadas às condições da família (Camargo e colaboradores, 2013).

Para Novaes e colaboradores citado por Camargo e seus colaboradores (2013), a mudança de hábito dos pais, principalmente das mães (e isto se relaciona aos hábitos alimentares da família) influencia a formação e permanência da obesidade nas crianças. Novaes, estima que a redução de peso da mãe, melhora o comportamento alimentar e repercute na prática nutricional das crianças.

Então, que tal iniciar um novo hábito?!
  • Passe a comer mais alimentos integrais como grãos e massas, pois estes contêm uma quantidade maior de fibras, dando o efeito de maior saciedade.
  • Dê maior prioridade ao exercício: caminhe, pratique natação, boxe ou entre numa academia. Procure um Profissional de Educação Física.
  • Inicie um novo hábito saudável para VOCÊ, e não para satisfazer a vontade dos outros!

    Seja feliz!

Até a próxima!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Arbitragem no Fisiculturismo

Todo atleta deseja alcançar o lugar mais alto do pódio, em todas as competições que participa, seja em seu estado, em sua região, em seu país ou no mundo.

Não existe outra forma de alcançar o sucesso internacional se não por essa hierarquia de conquistas, desde que sua federação siga os trâmites regulares das regras mundiais que regem as federações e comitês em todo mundo.

No âmbito do fisiculturismo não é diferente, para que o atleta participe de uma competição é necessário ser filiado a uma federação de seu estado. Caso isso não ocorra, o atleta fica impedido de participar de qualquer campeonato em nível de território nacional.

No mês de junho deste ano, houve em Recife o campeonato pernambucano de musculação e no mesmo mês ocorreu aqui na cidade o campeonato Norte-Nordeste, com presença de atletas de toda a região que o evento abrange.

Este último, ocorreu num belíssimo teatro da cidade, com público cativo marcando presença e atletas com altíssimo nível. Os campeões de cada categoria aguardavam ansiosamente a grande final, chamada de OVER ALL.

Over All é a disputa de todos os campeões de suas respectivas categorias, consagrando o atleta campeão dos campeões. A "nata" dos atletas das regiões Norte e Nordeste. Uma disputa acirrada, de difícil julgamento, físicos "paralelos" (semelhantes) onde cada detalhe de um critério a ser avaliado, pode fazer a diferença. Realmente emocionante!

Eu como estava presente como um dos árbitros de Pernambuco, e sabendo da responsabilidade de não cometer alguma injustiça com qualquer atleta, fiz o melhor, julguei critério por critério com a imparcialidade de um profissional, para que no final estivesse com a consciência limpa e de dever cumprido.

Mas, o que percebi, com a divulgação do resultado desta categoria, foi a falta de critérios de todos os outros árbitros presentes na mesa. Cada um, pôs o atleta de sua região como vencedor. Exemplo: o árbitro da Bahia escolheu o atleta baiano, de Sergipe escolheu o de Sergipe e assim sucessivamente.

Então, houve um empate entre o atleta de Pernambuco e da Bahia. Ambos no auge de suas formas físicas. E para desempatar (apenas um se consagra campeão Over All, levando o grande prêmio, uma moto), houve um novo julgamento, apenas com os dois finalistas.

Neste momento, o publico fervia de emoção, com gritos de já ganhou, outros falando esse troféu é teu fulano

Com imparcialidade, discernimento e competência, julguei o atleta da Bahia como sendo mais completo e que naquele momento, este atleta merecia o prêmio de campeão dos campeões.

Agora, inocentemente, por sorte ou azar, o meu voto (julgamento) foi o voto de Minerva, ou seja, a disputa continuou empatada na apuração dos votos, e MEU VOTO foi que decidiu o campeão. O que não agradou, nem um pouco a delegação de dirigentes de Pernambuco. Enquanto o atleta campeão ainda comemorava sua conquista, o presidente da Federação de Pernambuco dirigiu-se a mim e falou: em quem você votou? (essa pergunta foi suficiente para desencadear na feição da delegação local uma cara de reprovação), posteriormente me ligou e disse em outras palavras que eu não era patriota!

Fiquei sem entender!!! Pois, até onde eu sei, toda minha preparação como árbitro, deveria aquilatar o melhor com total isonomia.

Desde então, não mais participarei das competições de fisiculturismo, pois, apesar de não ganhar nada para esta função, fazia por amor, até porque sou Profissional de Educação Física e a base de meus treinamentos sempre foi a musculação, a qual me dedico desde quinze anos de idade. Passar todos esses anos treinando e trabalhando com musculação e não conhecer o seu lado de competições, é a mesma coisa de ser professor de natação e não entender de sua competição.

Agradeço a oportunidade de participar (desde 2005) como árbitro de uma Federação histórica, onde seu dirigente é uma personalidade muito respeitada e citada por fazer parte do pioneirismo do esporte no Brasil. Acredito que haja outros interesses acima de profissionalismo e neutralidade, no qual, não me enquadro.

Até a próxima!


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Exercícios e vacina antigripe em idosos

Foi publicado recentemente por um jornal (impresso) conhecido nacionalmente, uma pesquisa sobre a eficiência da vacina antigripe em idosos. Vacina esta, que é dada pelo governo, através do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo o público alvo, idosos (a partir de 60 anos), gestantes, pessoas portadoras de doenças crônicas, crianças (acima de 2 meses até 2 anos).

A pesquisa está representada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mais especificamente por um Imunologista em sua tese de pós-doutorado. Apesar da campanha de vacinação atingir todo esse grupo supracitado, a pesquisa se restringe a um grupo específico: idosos.

O estudo verificou a eficiência da vacina em grupos de idosos sedentários e fisicamente ativos. Em princípio, a vacina antigripe tem eficiência, em jovens e adultos, de 90%. Nos idosos essa eficiência cai para 50%. O responsável pelo o estudo, o Dr. André Bachi, buscou uma resposta que possibilitasse melhorar a eficácia imunológica da vacina.

Durante dois anos, investigou-se 110 voluntários, de ambos os sexos, onde estes foram divididos em três grupos: 
  • idosos fisicamente ativos (que já treinavam a alguns anos);
  • idosos fisicamente ativos (que estavam iniciando uma rotina de exercícios físicos);
  • idosos sedentários (grupo controle).
Foi coletado amostras de sangue dos três grupos antes da vacina e 30 dias após. O grupo mais ativo, ou seja, os que treinavam a alguns anos, apresentou melhor resposta imunológica, cerca de 200% maior que os demais. O grupo que iniciou um programa de exercício, obteve uma resposta progressiva, com quatro meses de atividade física (que constava de exercícios aeróbios e localizados), a resposta imunológica era de 50% maior e após um ano se equiparava aos idosos mais ativos.

O estudo demonstra que idosos mais ativos fisicamente tem uma resposta imunológica mais eficiente e àqueles que são sedentários devem desfrutar desses benefícios, pois a resistência à gripe melhora até três vezes mais!

Até a próxima!


terça-feira, 25 de junho de 2013

Prescrição de Exercício: Recomendação Tradicional

Um parente, (obeso) de minha família, recebeu de um(a) médico(a) a recomendação de  fazer exercícios, especificamente caminhada, por trinta minutos de segunda a sexta-feira. Com a intenção de redução de peso. Daí, esse parente, veio à minha pessoa, perguntar-me qual era a minha opinião e se estava correto essa recomendação.

Pois bem, eu lhe respondi que a recomendação estava correta mas, apenas se o caso fosse para obter benefícios para a saúde como redução dos lipídios séricos (LDL e HDL colesterol), redução da pressão arterial de repouso, redução da tolerância à glicose e aumento da sensibilidade à insulina.

A recomendação tradicional de trinta minutos de uma caminhada leve a moderada  (correspondente a 150 minutos/semana) e que poderá ser outra atividade física com o mesmo padrão de intensidade como um passeio de bicicleta, por exemplo, não surtirá o efeito desejado de perda de peso.

As recomendações atuais para obesos são prescritas com uma carga de minutos semanais inicial de 150 minutos e que progridam para 200 a 300 minutos/semana numa intensidade moderada. Agora, se por algum motivo o indivíduo não puder alcançar essa recomendação, deve-se incentivá-lo a realizar a recomendação mínima dos 150 minutos/semana conscientizando-o que para reduzir o peso será necessário um pouco mais de esforço.

Com a prescrição mínima, o indivíduo gozará os benefícios supracitados.

Até a próxima!