quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A balança pode lhe enganar!



Quando iniciamos a prática de exercícios físicos, o nosso corpo passa por transformações, seja na gordura corporal, seja na massa muscular. Isso acontece independente do objetivo do indivíduo: emagrecimento ou hipertrofia (aumento do tamanho dos músculos) ou bem estar.

Para aqueles que querem reduzir o peso corporal e se frustra ao perceber que na balança seu peso não alterou, ou pior, aumentou! Essa situação poder ser a gota d'água para a desistência de um programa de exercícios físicos.
Para que você não desista impulsivamente, aconselho assistir uma matéria sobre o assunto.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

F L E X I B I L I D A D E






Em nosso dia-a-dia, precisamos a todo o momento de flexibilidade. Seja para alcançar um objeto à frente, seja para agachar e apanhar um sabonete que caiu durante o banho, seja para coçar as costas. Enfim, em várias situações a flexibilidade está presente na rotina diária de todos nós.

Quando criança temos um grau maior de flexibilidade devido a existência da cartilagem de crescimento nas epífises ósseas, proporcionando uma maior mobilidade articular, pois, os ossos ainda se encontram bastante separados uns dos outros. A medida que vamos nos tornando adulto as cartilagens de crescimento vão solidificando as extremidades ósseas e daí por diante nos aproximamos da flexibilidade que teremos por toda a vida.

Determinada geneticamente, a flexibilidade poderá contribuir para que você seja um atleta de alto rendimento ou apenas um desportista que cuida de sua saúde. Quando me refiro a atleta de alto rendimento, não significa que seja necessário ter flexibilidade extrema (hipermobilidade articular), pois, o excesso desta qualidade física pode proporcionar lassidão articular, causando frouxidão e lesões musculoesqueléticas.

Durante o envelhecimento, a flexibilidade reduz (como todas as outras capacidades físicas) devido ao declínio na atividade física e o desenvolvimentos de condições artríticas, pois estas são as principais causas da redução da flexibilidade no envelhecimento (Heyward, 2004).

Devido a importância em nosso dia-a-dia, escrevi nesse artigo algumas curiosidades, benefícios e as diferentes flexibilidades, argumentados por cientistas renomados no mundo da fisiologia e treinamento esportivo. Boa leitura.

A Flexibilidade é a capacidade e a característica de um indivíduo executar movimentos de grande amplitude, podendo ser aplicado com forças externas ou ainda movimentos que envolvam muitas articulações (Weineck, 1999).

A flexibilidade é um componente importante da aptidão física, a falta dela em regiões como a sacro-ilíaca combinado com a pouca força e/ou resistência dos músculos abdominais resulta em lombalgias (dores na região lombar) (Pitanga, 2005).

Termos utilizados como sinôninos da flexibilidade:

Mobilidade
Articularidade (referente à flexibilidade da articulação)
Elasticidade (refere-se à propriedade de músculos, fáscias, tendões e ligamentos)

Estes termos podem ser considerados como subclasses da flexibilidade (Frey, 1977).

Para Weineck (1999) a flexibilidade pode ser diferenciada em geral e específica; ativa, passiva e estática.

Flexibilidade geral é aquela que aborda as principais articulações do nosso corpo em conjunto (ombros, quadris e coluna vertebral).

Flexibilidade específica refere-se a determinadas articulações. Exemplo: atletas nadadores devem ter boa articularidade nos ombros.

Flexibilidade ativa é a maior amplitude de movimento alcançada por uma articulação, limitando-se pela extensabilidade da unidade musculotendínea.

Flexibilidade passiva é a maior amplitude articular conseguida com auxílio de forças externas (auxílio de um parceiro ou de um aparelho).

Segundo Heyward (2004), o que limita a amplitude de movimento (ADM) é a rigidez das estruturas dos tecidos moles, como músculos, tendões e ligamentos. A contribuição dos tecidos moles para a resistências da ADM foi dada desta forma:

Cápsula articular - 47%
Músculo e sua fáscia - 41%
Tendões e ligamentos - 10%
Pele - 2%

Heyward, ainda afirma que a cápsula articular e os ligamentos são constituídos predominantemente de colágeno (tecido conjuntivo não elástico). Já os músculos e sua fáscia, constituem-se de tecido conjuntivo elástico, sendo essas as estruturas de maior importância na redução da resistência da ADM.

Numa publicação da Revista brasileira de fisioterapia em 2007, com autoria de Brasileiro JS; Faria AF e Queiroz LL, um estudo analisou os efeitos da flexibilidade dos músculos isquiotibiais (grupo muscular da parte de trás da coxa) sob os efeitos do resfriamento e do aquecimento. Foram observados os efeitos agudos e crônicos.
Constatou-se que o grupo de pessoas submetidas ao resfriamento obtiveram um efeito agudo na ADM, comparados aos grupos submetido apenas a alongamentos e o grupo submetido ao aquecimento.
Em relação aos efeitos crônicos, não obtiveram resultados significativos ente os grupos.
Concluiu-se que alongamentos realizados diariamente, aumenta a flexibilidade dos isquiotibiais significativamente; em relação aos efeitos agudos, esses foram maiores no grupo submetido ao resfriamento, comparados aos grupos somente alongados e o grupo submetido ao aquecimento. Os efeitos crônicos não foram influenciados pelo resfriamento e nem pelo aquecimento.

No âmbito esportivo obter uma boa flexibilidade é fundamental para a execução correta da técnica do movimento, para uma maior amplitude, para a aplicação da força e melhoria na velocidade. A mobilidade é indispensável no processo de treinamento (Weineck, 1999). Este autor, ainda afirma que sem o desenvolvimento da flexibilidade o progresso técnico e coordenativo são deficientes e o desempenho estagnado.

Para preservar essa qualidade física: flexibilidade, realize exercícios físicos por toda a vida, sempre com alongamentos antes e após o término de seu treino. Se houver tempo, reserve um dia apenas para alongamentos!

Até a próxima

terça-feira, 1 de junho de 2010

Barra de cereais. Saudáveis?

Um texto publicado em uma revista de circulação nacional, revela a quantidade de açúcares contidos em barra de cereais, denunciando o marketing enganoso que as indústrias fazem por trás do mercado do wellness. Mas, antes de você ler essa matéria farei uma introdução informativa a respeito do assunto: açúcar.

Uma grande parcela da população brasileira, que não se encontra nos níveis de sobrepeso ou obesidade, tem uma" barrriguinha de açúcar". Acredito que neste momento, você que está lendo esta matéria tem grande chances de possuir uma dessas também, não é mesmo!?
Para um melhor entendimento sobre "barriga de açúcar" irei descrever um pouco sobre os carboidratos (CH).

Os carboidratos são fontes de calorias derivadas do açúcar e amido que fornecem energia para os músculos e o cérebro. É a primeira fonte de energia a ser utilizada quando nós estamos realizando exercícios moderado/intenso. Esses nutrientes são encontrados em frutas, legumes, pães/massas e grãos (Clark, 1998). Estão presentes no sangue, músculos e órgão internos (principalmente o fígado).

Esse nutriente pode ser na forma de CH simples, que, no geral causam picos de insulina, ocorrendo a rápida absorção da glicose (carboidrato); CH complexos que mantém um nível estável e prolongado de glicogênio no sangue; e o CH fibroso, estes não são digeridos, são funcionais, por melhorar o funcionamento do intestino e promover uma "limpeza" intestinal mantendo o sistema digestivo saudável e ativo (Guimarães, 1998).

Atenção: picos de insulina são bem vindos após o treino (moderado/intenso), para a reposição de carboidratos e melhora na absorção de proteínas. Suplementos de glicose e proteína são uma boa alternativa! (consulte nutricionista)

A glicose quando assimilada pelo o intestino delgado poderá ser utilizada diretamente pela célula para a obtenção de energia. Pode ser armazenada como glicogênio nos músculos e no fígado ou transformada em gordura para armazenamento de gordura (McArdle, Katch e Katch, 1996).

Isso mesmo que você leu: transformada em gordura! Os CH podem engordar se a ingesta ultrapassar as necessidades diárias desse nutriente.

São excelentes para praticantes de atividade física, mas, para aqueles que querem dar uma "secada" devem procurar a orientação de um Profissional de Nutrição para que ocorra uma redução programada dos carboidratos na dieta, até alcançar as metas de seu objetivo!

Veja agora como as barrinha podem se tornar vilãs de sua dieta:

Texto de Geraldo Medeiros (Médico Endocrinologista)

Barras de cereais contém mais açúcar do que sorvete

Conhecidas como alimentos saudáveis, as barrinhas de cereais, ao contrário do que grande parte da população pensa, podem fazer mal à saúde. Alguns produtos similares, facilmente encontrados em supermercados, possuem mais de 69% de açúcar em sua composição.
Especialistas em saúde têm focado seus esforços em solicitar à indústria alimentícia a redução de açúcar, sal e gordura saturada nos alimentos.
Segundo o professor Alan Maryon-Davis, presidente da Faculdade de Saúde Pública, na Grã-Bretanha, o açúcar é barato e é utilizado a granel em uma grande quantidade de produtos. "É preciso pressionar a indústria a produzir alimentos com menos açúcar", ressaltou.
As empresas que produzem barras de cereais se defendem e associam os altos índices da substância à frutose, encontrada em grandes quantidades em frutas e vegetais, matéria-prima desses produtos.
Ao contrário dos petiscos supostamente "saudáveis", algumas marcas de sorvete oferecem sobremesas com cerca 20% de açúcar, 1/3 do que contém algumas barras de cereais.
O consumo de açúcar em excesso, advertem especialistas, pode comprometer a saúde dos dentes, aumentar o risco de obesidade e de doenças do coração, além de colaborar para o desenvolvimento de diabetes.
Um porta-voz da Kellogg's, que produz alimentos para serem consumidos com leite ou sozinhos, explica que 70% de seus cereais são produzidos com pura fruta. "Também adicionamos açúcar, como o que ocorre na produção de doces, na intenção de transformar a polpa em uma espécie de melado", disse o executivo.

Se a sua intenção for alimentos saudáveis, pense duas vezes antes de comer uma barra de cereal!

Até a próxima!

Contato: treinadoralexpontes@gmail.com

sábado, 1 de maio de 2010

CALENDÁRIO DE COMPETIÇÕES

Olá a todos, iniciou-se em 24 de abril de 2010 a temporada de competições de fisiculturismo no estado de Pernambuco. O primeiro campeonato foi realizado pelo atleta Daniel Ramos, proprietário da Academia Força Azul, localizada em Paudalho - interior do estado.

Os atletas estão todos ansiosos para o campeonato Pernambucano, pois, atletas de alta qualidade estão voltando às competições, após alguns anos sem competir. Novos nomes estão aparecendo, provocando expectativas nesse ano de 2010!

Outra novidade é a participação crescente de meninas pois, elas estão se motivando a participar das competições, gerando a oportunidade de surgir novos talentos para estrear em nível nacional! A categoria feminina é o Fitness.

Confira agora o calendário para esse ano:

24/04/2010 - 2ª Copa do interior de Fisiculturismo e Fitness - Paudalho

26/06/2010 - 6º Torneio de Musculação de Limoeiro - Limoeiro (ADIADO)

01/07/2010 - 56º Campeonato Pernambucano de Musculação - Recife

quarta-feira, 31 de março de 2010

Menopausa







Nos dias atuais a mulher está ganhando espaço em todas as áreas de trabalho. Dinamismo, determinação, liderança, equilíbrio emocional e várias outras qualidades. Mas, no mundo moderno a mulher tem que enfrentar um obstáculo além de sua vida profissional, as alterações hormonais causadas pela menopausa.

Uma vida mais ativa (do ponto de vista de exercícios físicos) e uma melhora na alimentação são fatores que auxiliam na qualidade do tratamento e amenizam os efeitos que o corpo feminino sente.

Alguns desses efeitos estão citados em seguida com a intenção de transmitir esse conhecimento com o caráter informativo pois, se você está com os sintomas da menopausa, tais como: ondas de calor, irregularidade menstrual, ressecamento vaginal, alterações emocionais, procure um profissional de saúde especializado para que possa ser feito um diagnóstico e obter o tratamento adequado.


Vejamos então o responsável por tantas alterações: o estrogênio.

O estrogênio abrange três hormônios esteróides com estruturas de mesma natureza: 17b-Estradiol, estrona e estriol. A deficiência de estrogênio parece acelerar o acúmulo de gordura abdominal (Rebuffé-Scrive e colaboradores, 1986 citador por Ignacio e colaboradores, 2009). Diversos tipos de tratamentos com reposição de hormônios demonstraram ser eficientes na prevenção do aumento do tecido adiposo na região abdominal em mulheres durante o período da pós-menopausa.

A deficiência de estrógeno está relacionada à diminuição de receptores de leptina (atua no controle da saciedade) no hipotálamo o que causaria redução da saciedade, conseqüentemente maior ingestão alimentar e ganho de peso corporal (kimura, 2002 citado por Ignacio e colaboradores, 2009).

Com o avanço da idade há um declínio da atividade física e sua conseqüência é a redução da massa magra, do gasto energético e o aumento da massa corporal gorda. São esses os fatores que contribuem para a queda da taxa metabólica de repouso (TMR) e conseqüente ganho de peso corporal, e se tratando de mulheres na pós-menopausa esse efeito é mais evidente (Bonganha e colaboradores, 2009; Poehlman e colaboradores, 1995 citados por Ignacio e colaboradores, 2009). Outras conseqüências são redução da mobilidade, do equilíbrio e o aumento do risco de quedas, diminuindo a qualidade de vida com o avançar da idade (Beaufrere e Morio, 2000; Fitts, 2003 citados por Trevisan, 2007).

Na menopausa a mulher tem um declínio mais significativo da TMR em relação ao processo de envelhecimento propriamente dito, devido à redução dos níveis hormonais femininos, (Aubertin-Leheudre, 2008 citado por Bonganha e colaboradores, 2009). Bonganha, também confirma essa informação ao afirmar que a massa corporal magra sofre mudanças decorrente das alterações hormonais da menopausa e que se acentua com o envelhecimento.

Outro fator agravante que contribui para acentuar a queda da TMR e redução da massa corporal magra com o envelhecimento e alterações na composição corporal é a inatividade física (Hallal, 2003 citado por Bonganha e colaboradores, 2009). A partir dos 20 anos, as mulheres reduzem cerca de 2% ao ano a TMR e a massa magra sofre influência direta com essa queda (Bonganha e colaboradores, 2009).

Segundo Nadai (2002), o treino aeróbio isolado não é suficiente para promover modificações da gordura corpórea e massa muscular em mulheres pós-menopausa. No entanto, quando adicionou-se o treinamento resistido (com pesos), foi observado uma redução da adiposidade geral associada ao aumento da massa muscular. Contudo, parece ser necessário cerca de 25 semanas para que esse efeito seja evidenciado.

São várias as conseqüências da menopausa, cito algumas logo abaixo:

  • Osteoporose
  • Doenças cardiovasculares
  • Redução da taxa metabólica de repouso
  • Redução da massa muscular
  • Aumento da massa gorda abdominal
  • Redução dos receptores de leptina

Nesta pesquisa que realizei, busquei o que há de mais recente na comunidade científica sobre a menopausa e atividade física. De forma concisa enfatizo as modificações na composição corporal feminina devido a menopausa e afirmo a importância da musculação associada ao treino aeróbio para amenizar as alterações na composição corporal da mulher.

Até a próxima.

Contato: treinadoralexpontes@gmail.com