quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Colesterol e os Tipos de Exercícios




Na conversa deste mês, busquei resumir um artigo de revisão bibliográfica sobre os benefícios do exercício físico na redução do colesterol. Uma leitura pequena, simples e informativa.

Artigo do periódico de Arquivos Brasileiros de Cardiologia, vol.79, , nº4, São Paulo, 2002.


Exercícios aeróbios e Lipoproteínas

Nesta revisão bibliográfica contém várias amostras de estudos que demonstra os efeitos do treino aeróbio (treino aeróbio mais comuns são: caminhadas, corridas, ciclismo, natação, pular corda) e do treinamento de força (musculação) sobre as lipoproteínas LDL - colesterol e o HDL - colesterol, o mau e bom colesterol, respectivamente.

Um desses estudos relata que exercício aeróbio, em obesos de meia-idade, durante 45 minutos, três vezes por semana, alcançando gradualmente a intensidade de 70% a 80% da frequência cardíaca de reserva*, resultou na perda de peso (redução do percentual de gordura) e concomitantemente aumento do bom colesterol (HDL- colesterol). Outro estudo semelhante, demonstrou que homens com idade entre 23 a 63 anos se beneficiaram com esse tipo de treinamento após um ano de exercícios. Vale ressaltar que ambos tiveram plano alimentar elaborado por profissional de Nutrição.

Calcule aqui sua frequência cardíaca de reserva


Treinamento de Força e Lipoproteínas


A realidade do treinamento de força é bem diferente dos treinos aeróbios! Na musculação você melhora sua força e aumenta sua massa magra (músculos) e nesses estudos comparativos o resultado não foi diferente! As alterações encontradas no perfil lipídico em indivíduos de vários perfis não eram significativas.

Fizeram parte, em um dos estudos, 20 jogadores de futebol profissionais, 20 fisiculturistas e 20 homens sedentários onde não constataram mudanças indicativas nas concentrações das LDL e HDL - colesterol com a musculação.

Em outro estudo, 16 mulheres obesas colaboraram na prática de um programa de treinamento de força durante três vezes por semana, cerca de 12 semanas de duração, realizando  duas séries de 6 a 8 repetições com a carga de 60% a 70% de uma repetição máxima. E um grupo controle que não se exercitou. 
Resultado: nenhuma mudança significa em seus perfis lipídicos.

Para concluir, segundo este estudo de revisão, a maneira mais eficiente de reduzir o colesterol mau (LDL) e aumentar o bom colesterol (HDL) são os treinos aeróbios. Mas, isso não significa que não devemos praticar musculação, até porque a nossa força muscular é um componente da aptidão física que determinará nossa qualidade de saúde!

Até a próxima!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Ser Gordo é Fácil!


Em plena era de tecnologias que facilitam nossas vidas em casa, no transporte, no trabalho, na comunicação e etc., nos proporcionando cada vez mais comodismo, facilidades e economia. Essa era vem transformando os hábitos e literalmente o nosso corpo desde o início da década de 1990. Pois, a partir dessa década a comunidade científica observou um "boom" no ganho de peso na população brasileira e mundial.

É muito fácil comer nos dias de hoje. Atualmente não precisamos mais ter o compromisso de ligar para casa para avisar que vai jantar, pois muitas vezes, "jantamos" na rua mesmo. Comemos fast food, pizza, ou qualquer outro item da gastronomia prática para não perdermos tempo na vida.

E por falar em tempo, esse é o que as pessoas têm menos, principalmente quando o assunto é exercício físico. Sempre há uma desculpa!

  • Não tenho tempo; 
  • Não deu pra sair cedo hoje do trabalho;
  • Tenho que ficar com o(s) filho(s); 
  • Hoje estou cansado(a) e etc..
Geralmente acompanhado dessas, e outras inúmeras justificações está a comida, uma fonte de prazer inesgotável e prioritária na vida destes procrastinadores.

É muito mais fácil viver numa situação semelhante a esta supracitada, ou exatamente igual, do que se comprometer a ter 60 minutos para reduzir peso e cuidar da saúde.


Pense! 

Reflita!

Busque informações! Procure por um profissional do exercício e planeje sair dessa.

Até a próxima!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Treino e Música: auxilia ou prejudica?









Não é difícil encontrar uma pessoa usando fones de ouvido enquanto está treinando. Em academias, parques, calçadões percebe-se que a música está presente na rotina de treino de muita gente.

Estudos datados de 1979 e até os dias de hoje buscam demonstrar a influência da música no rendimento durante o exercício físico. Segundo as teorias da Percepção Seletiva e da Atenção Restrita, Broadbent (1958) e Hernandez-Peon (1961), um indivíduo pode superpor um estímulo prazeroso, a música, suprimindo ou suavizando um estímulo desagradável, a exaustão, por exemplo, tolerando por mais tempo o exercício físico.

Outros pesquisadores como Sena e Grecco (2011) relatam que o exercício físico acompanhado de música intervem no estado emocional de forma positiva.

Para reforçar um pouco mais essa teoria, Moura e colaboradores (2007) afirmam que a música traz benefícios psicológicos, otimizando a motivação tornando a atividade mais agradável.


Dois tópicos comuns entre várias pesquisas são:

  • a afinidade de um estilo de música com o indivíduo; 
  • a redução da sensação de fadiga.

    Num experimento, o grupo que realizou exercício físico sem música sentiu mais os efeitos da fadiga. Chegando a conclusão de que o ritmo e a melodia são os principais fatores na apreciação musical, no qual auxilia no desempenho (Moura e colaboradores, 2007).

Não entrarei no mérito de qual estilo musical seria mais eficiente, prefiro respeitar o gosto de cada um (eheheh). Uma música que seria ruim para um, pode funcionar para outro!

Outro tópico que sofre influência da música é o estado emocional e/ou físico da pessoa naquele presente momento. Vigor, raiva, depressão, tensão, fadiga sofrem resultados positivos, mas não entrarei nesse assunto! Talvez em outra matéria.

Mas nem tudo são mil maravilhas! em alguns depoimentos a música chegou a interferir no rendimento por estar muito alta e/ou não havia afinidade com o tipo de música, gerando assim irritação e sensação de cansaço aguçada. Em muitos casos as pessoas saem do trabalho e vão para uma academia e após oito horas de trabalho (em média) não se identificam com um ambiente barulhento causando desmotivação e/ou falta de aderência aos treinos.

Muitos pontos positivos fazem com que estudos científicos tenham como argumento o benefício da música em rotinas de treino. Portanto, prepare sua playlist e comece a suar a camisa!

Bom treino e até a próxima!



segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Os Resíduos de uma Era [Parte 2]











Após ter conhecimento de um dos protocolos mais conhecidos no mundo sobre corrida, publicado anteriormente (clique aqui), agora poderei relatar, por experiência própria, o que muita gente aprendeu sobre correr para emagrecer.


Para muitas pessoas caminhar e/ou correr ("Fazer Cooper") é a solução para perder peso. De certa forma, existe uma razão nessa crença. Não estou dizendo que não funciona, apenas quero manisfestar que existe outras alternativas (fundamentadas em evidências científicas) que são mais eficientes.

Atividades físicas que promovam um efeito de emagrecimento pós treino por várias horas são reconhecidas e bastante utilizadas nos dias de hoje. Claro que orientadas por um Profissional de Educação Física habilitado para esta modalidade. Atualmente a maior desculpa que se houve como obstáculo para não treinar é: não tenho tempo.

Pois, para quem não tem tempo para treinar, aí vai a notícia: até 30 minutos diários de exercícios intensos fará uma diferença significativa em seus resultados. Promovendo dessa forma o efeito emagrecedor pós treino por várias horas denominado pela ciência como EPOC. Leia aqui essa matéria.

Clientes meu que pensavam que fazendo "Cooper" seria a única alternativa para correr e que musculação não emagrece, deixaram de ter essa crença quando obtiveram resultados de emagrecimento com o treinamento de força e com treino cardiorrespiratório intervalado de alta intensidade, conhecido pela sigla HIIT.

Se você está pensando em emagrecer praticando "Cooper", antes disso consulte um Profissional de Educação Física e inicie  um treinamento fundamentado nos conceitos mais atuais do treinamento desportivo.

Com certeza será mais eficiente.

Até a próxima!